Férias grandes

Há muitos, muitos anos que eu não “reconhecia” o conceito de férias grandes… Pertence a um tempo, que já lá vai, do tempo da escola, da faculdade.

Aproveitar tanto o tempo sem nada para fazer, que até aborrecia… Quando voltamos para a escola? Quando vamos ver os nossos amigos outra vez? Quando volto a ter uma rotina mais ocupada?

Este ano a big M (e por arrasto a irmã também) conheceu, pela primeira vez, o conceito de férias grandes. A escola onde está desde há um ano fecha no final de julho e reabre no arranque de setembro. Não dá para fugir: férias são férias.

Por sorte (ou por azar) esta mãe está em casa a tentar que o baby boy M não queira sair antes de tempo o que, se por um lado, parecia poder ajudar à situação, por outro, quebrava todo o conceito de “descansar”. E a coisa até se fazia não fosse a baby M, no alto dos seus dois anos e meio, ter percebido rapidamente que a irmã estava a ter o previlégio de ficar mais tempo com a mamã, que segundo ela “é shô minha”.

Quando olho para o último mês e meio não sei para onde o mesmo foi. Mas sei, pela felicidade no rosto delas e pela “não tanta vontade” de voltar à escola (isto no primeiro dia! já lhes passou) que as férias foram mesmo boas.

Confesso que achei que enlouquecia na meia dúzia de dias que tive de ficar com as duas… Mas entre os dias de piscina com a amiga H, as férias em casa da avó P (grandes dias de descanso para mim!), o casamento dos “tios” S&D e as férias a 4 1/2, elas encheram a barriga de mimos, mergulhos na piscina e construções na praia.

Sabe bem o silêncio que a casa tem agora. Retomar rotinas. Descansar mais. Preparar a chegada de mais um. E pensar como será para o ano férias grandes a 5?

E vão dois…

O primeiro foi mais fácil, um pouco como um primeiro filho: parece que vai ser muito difícil e quando damos por nós já estamos a planear a festa do 1º aniversário.

O segundo mais duro… se bem que acho que a minha vida teve um conjunto de mudanças em modo cocktail que não ajudaram à festa: é o que acontece com um segundo filho. Pensamos que já sabemos tudo, mas sai diferente e em vez de 2 adultos a dar atenção a 1 criaturinha, passamos a ter de distribuir essa atenção por outra. Com necessidades diferentes, com hábitos e feitios distintos.

Mas tudo passa a correr e quando damos por nós já estamos a fechar mais um ciclo.

Assim se passou mais um ano d’O que faço amanhã para o pequeno almoço. Pode não ter tido direito a bolo (até porque não estavamos de férias), nem direito a ser lembrado no dia, mas é um ano que ficou marcado pela edição de algumas receitas em papel. E é tão bom ter livros em papel.

O blog, as partilhas tomaram forma e foram ocupar prateleiras por esses lares…

Para o próximo ano duplo desafio: é o não há duas sem três a duplicar. Vamos ver o que conseguimos fazer.

Apenas posso garantir que o farei de coração.

Não há duas sem três!

Um dos ditados mais utilizados e mais certos, por sinal.

Aqui por casa foi assim: não há duas Ms sem um terceiro M. Ainda no forno, em lume brando porque já se estava a esticar. Numa fornada que deverá chegar no final do verão.

Este M (sim, baby boy) como notícia fresca de início de ano foi uma grande ajuda para desfocar, quer na alimentação, quer na atenção dada ao “outro filho”, o blog.

Uma desgraça. Já com as Ms foi assim: sem vómitos, sem enjoos e com uma vontade enorme de comer porcarias (à base de farinha e massas) e entrar no campeonato da engorda bem cedo!

Já entrei nos eixos mas vamos ver como termina a “competição” desta vez!

Bolo verde da baby M

Verdade seja dita que o aniversário da baby M já lá vai há um bom par de meses. E esta lista de ingredientes ficou aqui… em rascunho à espera que alguém a transforma-se numa coisa partilhável, numa receita.

Já voltámos a fazer o bolo e foi sempre um sucesso. Mesmo no dia da festa todos comeram.

Este ano optámos por fazer uma festa em modo brunch. Bem chique hein?

Sendo o 2º aniversário não há “amigos” da escola para convidar. Nem “amigos” do parque. Os seus amigos acabam por ser os amigos dos pais e da mana. E a verdade é que este grupo tão especial gosta de brunch. E gostou deste brunch (prometo que vou repetir um destes dias!).

Ingredientes:

  • 185 gr de courgette ralada
  • 150 gr de tâmaras Medjool
  • 1 ovo inteiro
  • 100 gr de óleo de côco
  • 200 gr de farinha de amêndoa
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1 colher de chá de canela em pó
  • 2 colheres de chá de raspa de limão
  • Decoração: côco ralado tingido com sumo de espinafres, cubos de côco e animais da Quinta!

Preparação:

Aquecer o forno a 180C.

Juntar todos os ingredientes e colocar numa forma previamente untada.

Levar ao forno cerca de 40-45 minutos.

No caso deste bolo especial (com direito a decoração), “tingi” o côco ralado com espinafres, coloquei cubos de côco e uns animais bem catitas da Tiger.