Pernas de pato com risotto de funcho e laranja

Quando a Lara, Mozart in the kitchen, me convidou para participar na sua Sonata comecei longo a pensar que receitas queria partilhar com os seus seguidores.

Juntou-se a esta busca uma encomenda de frescos carregada de cabeças de funcho. A “cabeça” em si já costumamos assar e usar como acompanhamento, mas a rama não lhe dou grande utilidade. Sendo um dos meus focos aproveitar a 100% o alimento nascia o desafio. O que posso fazer com isto?

Saiu uma maravilhoso risotto de funcho e laranja, para acompanhar uma tenras pernas de pato que antes de irem ao forno a dourar, amaciaram e enriqueceram um lindo caldo para o arroz.

Ingredientes:

  • 2 pernas de pato
  • 2 cabeças de funcho com rama
  • 1 laranja
  • 100 gr de arroz risotto arborio
  • 2 chalotas picadas
  • azeite qb
  • Parmesão 
  • Flor de sal e pimenta

Preparação:

Numa panela alta colocar as penas de pato, a rama da cabeça de funcho, a casca da laranja e cobrir com água. Deixar cozinhar em lume brando durante 90m. Quando terminar retirar as pernas, secar com papel de cozinha e colocar num tabuleiro de forno junto com a cabeça de funcho aberta ao meio. Regar com azeite e levar ao forno entre 20-30m, a 200C.

Reservar o caldo para o risotto.

Refogar a chalota em azeite, juntar o arroz e ir adicionando o caldo de cozedura das pernas para que não seque. Cozinhar em lume brando. 

Terminada a cozedura do arroz juntar parmesão ralado na hora.

Temperar com flor de sal e pimenta e servir com as pernas, cabeça de funcho e laranja laminada.

A ti M.

Hoje escreve para uma M, mas um outro M. Um M de Mulher.

Escrevo como se de uma carta para mim se tratasse, mas que sei que reflecte os sentimentos de tantas outras Mulheres por aí.

Nós que muitas vezes pensamos que tudo é nossa responsabilidade.

Que temos de ser ser SUPER-Mulheres, porque se assim não for não estamos à altura.

Que pensamos em cuidar da casa, da família, da equipa, do trabalho. Sempre em Cuidar. Mas nos esquecemos muitas vezes de que deveríamos CUIDAR de nós primeiro para podermos cuidar dos outros depois.

Que acreditamos no multitasking, mas acabamos no meio de tanto “tasking” com o sentimento de não conseguir fazer nada por inteiro ao querer fazer tudo em simultâneo.

E que tempo que sobra para Nós? Pouco ou quase nenhum. Trato de mim a seguir: depois de arrumar estes brinquedos, depois de lavar esta roupa, depois de tratar deste jantar, depois de enviar este email ao chefe, depois de mais 4 slides para a apresentação do trabalho.

E quando paramos e usamos esse tempo, como nos sentimos? Culpadas: porque devia ir arrumar a sala, porque os miúdos já não têm cuecas lavadas, porque o mais novo está aos gritos e ainda não tratei do jantar, porque não enviei aquele email e não estarei à altura do desafio?

Mas não deveria ser assim. Esta carga mental é nossa. Cresceu connosco e cabe-nos a nós mudar para que as nossas filhas não passem pelo mesmo. E como o fazemos: pelo exemplo.

Vamos cuidar de Nós primeiro para podermos cuidar dos outros depois. Vamos partilhar mais tarefas. Vamos deixar para amanhã o pode ficar para amanhã, sem peso na consciência.

Para os 40 pede rosa

Confesso que ainda tive uma breve esperança que alguém tratasse do meu bolo. Só que não. Nem por encomenda. 😅

Mas as miúdas pediram. Aniversário sem bolo é que não. Mesmo que nem o provem. Mas o bolo tem de lá estar.

Ora bem, abre o frigorífico, os armários… hummm beterrabas a precisar de “andar”! Vamos ao bolo cô rosa.

Ingredientes:

  • 200 gr de farinha de aveia
  • 100 gr de xilitol
  • 1 CC de bicarbonato de sódio
  • 4 ovos
  • 3 beterrabas médias raladas
  • 1 CS de óleo de côco

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 180C.

Triturar as beterrabas com os ovos e o xilitol. Juntar a aveia e o bicarbonato e envolver bem.

Levar ao forno numa forma previamente untada entre 30-40 minutos.

Servir com um chá.

O nosso 4(o)

O filho do meio. Aquele que sempre ouvimos dizer que “está entalado”. Tem de se desenrascar sozinho. Não teve existência só dele e viu “roubada” a atenção de mais novo.

A minha (e sempre será assim) baby M do alto dos seus 4 anos já diz “mamã, em vez do meio posso ser da ponta?”. Percebe o que “perdeu” ainda que valorize muito o que ganhou.

Personalidade vincada, meiga “cheia de mel”, tanto grita e insiste no vestido de verão em pleno inverno (e sim, dou-lhe a vitória) como se derrete em beijos nos pais, no irmão e (tenta mas a outra não é muito dada a beijos) na irmã.

Este ano seguimos as duas com o 4.

O teu 4o aniversário. Deixaste de ser uma bebé/toddler e tens conversas tão crescidas!

O meu 40o aniversário. Não sei bem o que deixei de ser, porque quando era miúda pessoas com 40 eram velhas. E não me sinto velha. Sinto-me na minha melhor forma. Física. E mental. Aceitar o que é. Aprender a lidar com emoções sem fazer um filme digno de telenovela mexicana. E isso ganhei com a idade.

Que este que ainda está doido pela doideira do anterior, nos deixe aproveitar o presente. E simplesmente estar.