Mas é assim tão difícil mudar?

Depois de dar uns passos largos naquilo que é a qualidade das refeições que fazemos, a pergunta “mas é assim tão difícil mudar?” fica na ponta da língua muitas vezes, principalmente quando oiço alguém queixar-se ou falar em dieta, ou quando assisto a escolhas erradas (ou menos certas, para não ferir os mais sensíveis) e que até são feitas, de certo modo, de forma consciente…

Eu acho que: É e não é.

É porque a sociedade nos puxa para o lado completamente oposto. Porque em qualquer café, festa, jantar ou almoço de trabalho o que não falta são coisas que nos fazem mal e pouco interessantes do ponto de vista nutricional. Mas a tentação e/ou convenção social acabam por vencer… ou mesmo o nível de informação que cada um tem sobre as escolhas que faz. 

Não é porque na verdade só depende de nós. Quando encaramos as mudanças apenas para perder uns quilos, ou melhorar um indicador de saúde claro que já sabemos que mais tarde ou mais cedo os velhos hábitos regressam… Quem não conhece alguém que fez uma dieta tão restritiva e passado um tempo já tinha regressado ao peso antigo? Se não encararmos a mudança como uma evolução, uma “mudança” definitiva e não temporária, estaremos apenas a enganar a nossa consciência.

Quando temos filhos pequenos é ainda mais importante ter esta força. Porque os nosso erros não se vão reflectir apenas na nossa saúde, mas na educação alimentar que transmitimos e no caminho que vamos ajudar os pequenos seres a trilhar. Ouvir dizer que uma criança precisa de um iogurte com aromas porque, coitada, os outros não sabem a nada, ou que é gulosa porque só pede doces… é uma forma de nos desculparmos por lhes estarmos a mostrar esse caminho… umas vezes por acharmos que não faz mal, outras porque é mais fácil.

Concordo que não devemos proibir, ou caímos no exagero de chegar a uma festa e apanhar a criatura escondida atrás de uma porta a encher a boca de doces, mas devemos mostrar caminhos e dar a conhecer sabores “do bom”. Para que se um dia forem tentados ou tiverem de decidir sozinhos estejamos tranquilos que lhes demos as ferramentas para escolherem a opção certa.

Aqui em casa a luta do lado dos doces parece estar ganha (para já!): big M não quer chocolates, recusa gelados que não sejam do bom e se tem açúcar é “belheque” e deixa a barriga triste. Mas no que toca a salgados não está fácil… Adora uma batata frita e um croquete. Vou fazendo em casa opções saudáveis para que não se sinta “esfaimada” quando encontra em algum lugar… mas claro que come. E, como em tudo, dias não são dias e vamos continuar a tentar influenciar este caminho.

E vocês, do que estão à espera? 

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

w

Connecting to %s