“Desejo muita saúde”

Deve ser uma das frases mais desejadas na nossa cultura. Como se a saúde for um mero acaso. Dependesse da sorte.

Na verdade até de depende na medida em que nos dias de hoje pouco cuidado temos com a dita cuja. Damos a “saúde” por garantida e levamos uma vida com abundância de coisas não muito saudável, quer no prato da mesa quer no prato da vida.

Ele é o açúcar em excesso, os processados em excesso, o álcool em excesso… na verdade de tudo um pouco em excesso. Porque vivemos numa tal abundância que é difícil não nos excedermos.

Mas também é o stress em excesso, o trabalho em excesso, a exigência (muitas vezes de nós próprios) em excesso… e no meio de tudo isto esquecemos que só temos uma oportunidade de viver. Não interessa se acertamos ou não no que desejamos, porque qualquer caminho que se faça é sempre sem volta.

Em vez de desejarmos “muita saúde” deveríamos criar mais condições para a saúde. A nossa e a dos que estão mais perto de nós.

Façamos uma pausa nesta correia dos dias e vamos lá escolher os amigos da saúde.

Bio-Individualidade

“Cada um é como cada qual” já a minha avó dizia, poderia eu acrescentar a esta expressão (se bem que acho que nunca a ouvi dizer isto!).

Somos todos diferentes. Temos gostos distintos. Temos aspecto distinto. Temos feitios distintos.

Mas e porque é que achamos que devemos comer todos de igual forma? Que o serve para mim serve para ti. Que o que me faz perder peso é o teu “remédio santo”. Que o que me dá energia é o que te pode deixar mais dinâmico? Que eu precisar de comer um bife ao pequeno-almoço, tu também precisas…

Somos todos diferentes. Temos a nossa bio-individualidade. Não temos as mesmas necessidades, nem a resposta às que temos é dada da mesma forma.

Muitas vezes eu própria “julguei” e achei que a minha “forma” era a “forma certa”. Mas com o tempo (e porque estamos sempre a aprender) comecei a escutar o meu corpo e a perceber o que ele precisa. E o que o meu corpo precisa não é igual ao que o teu corpo precisa.

Quando me perguntam “o que devo comer? o que achas que é melhor?” dou algumas ideias e sugestões, mas com a premissa “isto é o que funciona para mim, deves tentar perceber o que funciona para ti” dentro (é claro) do que possa ser considerado comida de verdade ;).

Refeições em família

Um assunto que parece ser tão simples pode na verdade ter muito que se lhe diga.

Sentar a família toda à mesa, quando se tem filhos pequenos, parece, muitas vezes, missão impossível. Seja porque o jantar fica muito tarde, seja porque na correria dos dias temos pratos distintos para diferentes faixas etárias.

Mas e quando éramos crianças era assim? E os nosso pais?

Na maioria dos casos vamos perceber que nos últimos anos complicamos a nossa vida, talvez pelo excesso de informação que vamos recebendo. Talvez porque tomamos consciência que as escolhas habituais não são as mais saudáveis e sentimos necessidade de mudanças… nos nosso filhos.

E se voltássemos aos “básicos”?

Voltar a transformar a hora da refeição num momento de partilha e convívio familiar.

Esta semana vou falar-vos de planeamento, de escolha de alimentos que nos dão (a nós e aos miúdos) a energia certa, da apresentação da mesma refeição em diferentes idades e como adaptar receitas que parecem ser só para adultos a bebés pequenos.

Terminamos a semana com um workshop para Famílias BLW. Se sentem que precisam deste empurrão vejam aqui.