E como vai o jantar?

Há dias em limpeza e manutenção do blog, esbarrei com um texto escrito em 2018 que não cheguei a publicar.

Escrevi sobre a dinâmica dos serões e a ginástica que fazemos entre sair do trabalho, chegar a casa, jantares, banho e dormir. Escrevi sobre como antes de ter filhos eu era das que olhava de lado para quem se “pirava” às 18:00, mas que (naquele tempo) eu tinha passado a fazer parte “desses”. Dos que não podiam estar mais tempo no escritório porque tinham de apanhar as crianças na escola, rumar a casa e entrar na roda vida dos finais de dia.

Escrevi como havia dias em que conseguíamos jantar às 19h30 para poder estar a deitar as crianças às 21h00.

Escrevi como havia dias com calma e tempo para brincar e como havia dias que a calma não chegava.

Confesso que não me lembro porque não publiquei o texto. Talvez por pensar nele mais como um desabafo. E quem quer ouvir desabafos?

Mas a verdade é que esses dias continuam assim e deveriam ser mais assim para mais pessoas. Não porque temos de ir a correr enfiar os miúdos na cama cedo, mas porque precisamos todos de mais tempo em família. De mais tempo com quem é realmente nosso.

Hoje os meus dias não são feitos a sair de um escritório, mas a sair de um tele-trabalho. Para chegar a uma escola que passou a fechar mais cedo. Tudo o resto na rotina do final do dia se mantém. Mudou apenas a forma como olho para esse “Há dias”. Com uma consciência de que é a coisa certa e sem um peso pelo que ficou lá atrás à espera do dia seguinte (mas mesmo aqui, há dias).

Perfeita (im)perfeição

Durante muito tempo procurei ser a melhor, não melhor mas a melhor (percebo hoje que está muito relacionado com o que escrevi aqui sobre agradar).

Sentia isso na escola. Sentia isso no trabalho. E senti isso quando fui mãe. Mas nessa altura os desafios tornaram-se maiores. Porque querer ser a melhor mulher, mãe, profissional, dona de casa… tudo ao mesmo tempo é difícil. É cansativo. E na verdade, não faz sentido.

As redes sociais são tramadas e vieram aumentar esta sensação de competição e de não ser suficiente. Mostramos o que queremos. E tendencialmente mostramos o que é bom.

Mas na verdade deste lado está uma Mulher igual a tantas outras. Que não é mais, nem menos. Procura aprender com o que corre menos bem. Procura viver de forma menos intensa as emoções mais negativas. Procura partilhar ensinamentos do que corre bem na expectativa de ajudar outras famílias.

E aos 40 comecei a descobrir o quanto é perfeita está imperfeição que temos. Até porque ser perfeito ia ser apenas aborrecido… sem desafios… sem aprendizagens.

Hoje aceito (tem dias que é mais difícil) não só o que não controlo como o que até gostaria que fosse diferente.

Não procuro ser a melhor, mas procuro todos os dias aprender qualquer coisas e ser melhor.

fevereiro

Fevereiro é aquele mês que por si só é especial: pode ter mais um dia de quando em quando, mas nunca chega aos 30/31 como os outros meses do ano.

Podemos olhar para ele como o “filho do meio”, sempre entalado e com as sobras. Podemos olhar para ele como o eterno jovem que não chega aos 30 :).

Aqui em casa fevereiro é muito especial. Um mês mais curto e com tanta celebração.

O aniversário do André, o meu aniversário. O nosso aniversário (e desde o dia 1 que dispensámos o dia dos namorados, já era festejo a mais!). O aniversário de uma das minhas melhores amigas.

O mês em que engravidei da big M. O mês em que soube que estava grávida do Baby Boy M.

Há um ano decidi que devia celebrar com amigos. Duas semanas depois confinávamos. 2021 era O ano dos mega festejos. Os meus 40. Os 40 da R. Tudo em fevereiro. Mas o mundo deu uma volta e teremos de adiar os planos, que afinal nem chegaram a florescer por terem sido postos de lado com tanta antecedência.

Como todos temos procurado reinventar-nos, vou reinventar os festejos com mais novidades durante o mês de fevereiro.

Continuem por aqui e fiquem atentos.