E tu? Já cuidaste de TI hoje?

a·gra·dar 1

 – Conjugar
(a- + grado, vontade, gosto + -ar)
verbo intransitivo

1. Parecer bem ou corresponder ao que se espera. = SATISFAZER ≠ DESAGRADARverbo transitivo, intransitivo e pronominal

2. Causar ou sentir prazer, satisfação. = DELEITAR, GOSTAR ≠ DESAGRADARverbo pronominal

3. Sentir enamoramento por. = ENAMORAR-SE
“agradar”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/agradar [consultado em 24-04-2021].

Este deve ser o verbo que a maioria de nós mais pratica no dia a dia. Agradar. Parecer bem ou corresponder ao esperado. Esperar, com isto, causar e sentir prazer e satisfação. Enamorar-se e levar a que se enamorem.

Os outros de nós.

Aos nossos pais com as notas escolares. Aos nossos chefes com as prestações e disposição no trabalho. Ao par que escolhemos com um jantar especial. Aos nossos filhos com mais aquela brincadeira. Aos nossos amigos com mais uma “saída” (agora nem tanto).

E a nós?

Muitas vezes esquecemos a pessoa mais importante na nossa vida: o EU.

Não somos preguiçosos porque não nos apetece estudar ou não gostamos do que estudamos.

Não somos menos dedicados porque não ficamos até mais tarde para mais uma reunião.

Não amamos menos porque o jantar ficou por favor.

Não somos pior mãe “se agora não com disposição” para mais um jogo.

Não deixamos de estar ali, se agora queremos estar sozinhos.

Saber reconhecer que precisamos de tempo para nós é reconhecer uma necessidade básica. Porque é isso que nos permite carregar baterias e estar pronto para dar mais.

Durante muito tempo não me coloquei em primeiro. Procurei nos outros a satisfação. Procurei agradar. Agora também procuro agradar, mas a mim, aos meus princípios e aos meus valores. Se eu estou bem, aí sim, eventualmente, tudo vai ficar bem. E eu seria uma melhor pessoa para todos os que me rodeiam.

(não) Comer bem é caro

Oiço muitas vezes que para comer de forma saudável se gasta muito dinheiro no supermercado. Depende. Eu já passei por isso: a mudança de comer menos bem para “melhor” passou por ir para os supermercados biológicos e fazer as compras todas lá… embalados e não embalados. Claro que assim fica difícil não aumentar a fatura.

Mas na verdade NÃO comer bem é que é caro: caro em saúde hoje e em saúde futura. A nossa e a dos nossos.

OK. Pronto, mas para não ser caro demora imenso tempo a preparar tudo, e ir às compras e escolher e ler rótulos… blá blá blá…

Sim, numa fase inicial, como em qualquer mudança, poderemos perder (eu gosto de dizer ganhar) tempo de planeamento para conseguir melhores escolhas e melhor custo.

Mas também aqui se voltarmos aos básicos (como referia aqui) tudo fica mais fácil. Como compravam os nossos pais a carne? Era só as pernas do frango ou vinha a galinha inteira (em alguns casos viva e tudo :)). E os preparados disto e daquilo? Se em vez de comprar uns douradinhos ou uma lasanha congelados (que já agora são muito menos interessantes), mas fizer eu tenho ganhos no custo e na qualidade dos alimentos. E voltar aos básicos também é não comprar certos alimentos apenas porque me dizem que são o super-alimento da moda. É comprar fruta local e da época e não carregar o carrinho com “manga de avião” em pleno inverno português.

Quanto ao tempo: é parar e planear. Investir tempo para ganhar tempo. Vou ligar o forno, o que posso fazer a mais? Como posso otimizar as compras e as rotas que faço? Cozinhar em dobro?

Cada família terá uma estratégia que melhor se adequa às suas necessidades. Mas ela existe.

Deixo de sugestão o Workshop temático 1 Galinha 3 Pratos. Em 2 horas 3 refeições e o aproveitamento de todo o animal. Tempo e custo.

Refeições em família

Um assunto que parece ser tão simples pode na verdade ter muito que se lhe diga.

Sentar a família toda à mesa, quando se tem filhos pequenos, parece, muitas vezes, missão impossível. Seja porque o jantar fica muito tarde, seja porque na correria dos dias temos pratos distintos para diferentes faixas etárias.

Mas e quando éramos crianças era assim? E os nosso pais?

Na maioria dos casos vamos perceber que nos últimos anos complicamos a nossa vida, talvez pelo excesso de informação que vamos recebendo. Talvez porque tomamos consciência que as escolhas habituais não são as mais saudáveis e sentimos necessidade de mudanças… nos nosso filhos.

E se voltássemos aos “básicos”?

Voltar a transformar a hora da refeição num momento de partilha e convívio familiar.

Esta semana vou falar-vos de planeamento, de escolha de alimentos que nos dão (a nós e aos miúdos) a energia certa, da apresentação da mesma refeição em diferentes idades e como adaptar receitas que parecem ser só para adultos a bebés pequenos.

Terminamos a semana com um workshop para Famílias BLW. Se sentem que precisam deste empurrão vejam aqui.