Bio-Individualidade

“Cada um é como cada qual” já a minha avó dizia, poderia eu acrescentar a esta expressão (se bem que acho que nunca a ouvi dizer isto!).

Somos todos diferentes. Temos gostos distintos. Temos aspecto distinto. Temos feitios distintos.

Mas e porque é que achamos que devemos comer todos de igual forma? Que o serve para mim serve para ti. Que o que me faz perder peso é o teu “remédio santo”. Que o que me dá energia é o que te pode deixar mais dinâmico? Que eu precisar de comer um bife ao pequeno-almoço, tu também precisas…

Somos todos diferentes. Temos a nossa bio-individualidade. Não temos as mesmas necessidades, nem a resposta às que temos é dada da mesma forma.

Muitas vezes eu própria “julguei” e achei que a minha “forma” era a “forma certa”. Mas com o tempo (e porque estamos sempre a aprender) comecei a escutar o meu corpo e a perceber o que ele precisa. E o que o meu corpo precisa não é igual ao que o teu corpo precisa.

Quando me perguntam “o que devo comer? o que achas que é melhor?” dou algumas ideias e sugestões, mas com a premissa “isto é o que funciona para mim, deves tentar perceber o que funciona para ti” dentro (é claro) do que possa ser considerado comida de verdade ;).

(não) Comer bem é caro

Oiço muitas vezes que para comer de forma saudável se gasta muito dinheiro no supermercado. Depende. Eu já passei por isso: a mudança de comer menos bem para “melhor” passou por ir para os supermercados biológicos e fazer as compras todas lá… embalados e não embalados. Claro que assim fica difícil não aumentar a fatura.

Mas na verdade NÃO comer bem é que é caro: caro em saúde hoje e em saúde futura. A nossa e a dos nossos.

OK. Pronto, mas para não ser caro demora imenso tempo a preparar tudo, e ir às compras e escolher e ler rótulos… blá blá blá…

Sim, numa fase inicial, como em qualquer mudança, poderemos perder (eu gosto de dizer ganhar) tempo de planeamento para conseguir melhores escolhas e melhor custo.

Mas também aqui se voltarmos aos básicos (como referia aqui) tudo fica mais fácil. Como compravam os nossos pais a carne? Era só as pernas do frango ou vinha a galinha inteira (em alguns casos viva e tudo :)). E os preparados disto e daquilo? Se em vez de comprar uns douradinhos ou uma lasanha congelados (que já agora são muito menos interessantes), mas fizer eu tenho ganhos no custo e na qualidade dos alimentos. E voltar aos básicos também é não comprar certos alimentos apenas porque me dizem que são o super-alimento da moda. É comprar fruta local e da época e não carregar o carrinho com “manga de avião” em pleno inverno português.

Quanto ao tempo: é parar e planear. Investir tempo para ganhar tempo. Vou ligar o forno, o que posso fazer a mais? Como posso otimizar as compras e as rotas que faço? Cozinhar em dobro?

Cada família terá uma estratégia que melhor se adequa às suas necessidades. Mas ela existe.

Deixo de sugestão o Workshop temático 1 Galinha 3 Pratos. Em 2 horas 3 refeições e o aproveitamento de todo o animal. Tempo e custo.

Refeições em família

Um assunto que parece ser tão simples pode na verdade ter muito que se lhe diga.

Sentar a família toda à mesa, quando se tem filhos pequenos, parece, muitas vezes, missão impossível. Seja porque o jantar fica muito tarde, seja porque na correria dos dias temos pratos distintos para diferentes faixas etárias.

Mas e quando éramos crianças era assim? E os nosso pais?

Na maioria dos casos vamos perceber que nos últimos anos complicamos a nossa vida, talvez pelo excesso de informação que vamos recebendo. Talvez porque tomamos consciência que as escolhas habituais não são as mais saudáveis e sentimos necessidade de mudanças… nos nosso filhos.

E se voltássemos aos “básicos”?

Voltar a transformar a hora da refeição num momento de partilha e convívio familiar.

Esta semana vou falar-vos de planeamento, de escolha de alimentos que nos dão (a nós e aos miúdos) a energia certa, da apresentação da mesma refeição em diferentes idades e como adaptar receitas que parecem ser só para adultos a bebés pequenos.

Terminamos a semana com um workshop para Famílias BLW. Se sentem que precisam deste empurrão vejam aqui.