Eu, Mãe, me confesso…

Chego ao final do fim-de-semana, sentada no sofá a pedir mais um dia. Um dia com as crias na escola e com direito ao verdadeiro descanso.

Não me levem a mal. Adoro os miúdos, mas sei onde estão os meus limites e reconheço, em mim, as amigas que há uns anos me diziam que chegavam a domingo ansiosas pela segunda-feira. 🙂

A loucura do dia-a-dia, não deixa grande espaço para este descanso. E que falta que ele faz.

Um tempo para nós. Sem ser só aquelas 2 horas à noite, em que na verdade até já devia estar a dormir.

Eu, Mãe, me confesso:

Preciso de um fim-de-semana a 1. E de um fim-de-semana a 2.

Preciso de dias sem pensar em almoços e jantares. Sem estar sempre alguém a dizer tenho fome.

Preciso de dias em que “ops, o frigorífico está vazio… tratamos disso amanhã”.

Preciso de dias sem ter de dar banhos, a não ser que eu queira tomar banho.

Preciso de dias em que o único rabo que vou limpar é o meu :P.

Preciso de dias sem ler histórias infantis e estar 2 horas a convencer seres pequenos que chegou a hora de dormir.

Bem sei que um dia vou ter todos estes dias e sentir a falta dos que tenho hoje. Mas para viver bem estes dias eu, Mãe, me confesso preciso de tempo para mim.

(não) Comer bem é caro

Oiço muitas vezes que para comer de forma saudável se gasta muito dinheiro no supermercado. Depende. Eu já passei por isso: a mudança de comer menos bem para “melhor” passou por ir para os supermercados biológicos e fazer as compras todas lá… embalados e não embalados. Claro que assim fica difícil não aumentar a fatura.

Mas na verdade NÃO comer bem é que é caro: caro em saúde hoje e em saúde futura. A nossa e a dos nossos.

OK. Pronto, mas para não ser caro demora imenso tempo a preparar tudo, e ir às compras e escolher e ler rótulos… blá blá blá…

Sim, numa fase inicial, como em qualquer mudança, poderemos perder (eu gosto de dizer ganhar) tempo de planeamento para conseguir melhores escolhas e melhor custo.

Mas também aqui se voltarmos aos básicos (como referia aqui) tudo fica mais fácil. Como compravam os nossos pais a carne? Era só as pernas do frango ou vinha a galinha inteira (em alguns casos viva e tudo :)). E os preparados disto e daquilo? Se em vez de comprar uns douradinhos ou uma lasanha congelados (que já agora são muito menos interessantes), mas fizer eu tenho ganhos no custo e na qualidade dos alimentos. E voltar aos básicos também é não comprar certos alimentos apenas porque me dizem que são o super-alimento da moda. É comprar fruta local e da época e não carregar o carrinho com “manga de avião” em pleno inverno português.

Quanto ao tempo: é parar e planear. Investir tempo para ganhar tempo. Vou ligar o forno, o que posso fazer a mais? Como posso otimizar as compras e as rotas que faço? Cozinhar em dobro?

Cada família terá uma estratégia que melhor se adequa às suas necessidades. Mas ela existe.

Deixo de sugestão o Workshop temático 1 Galinha 3 Pratos. Em 2 horas 3 refeições e o aproveitamento de todo o animal. Tempo e custo.